Uso de apps diminui custos em obras

A tecnologia mobile está cada vez mais presente nos canteiros de obras. Sejam utilizados em celulares ou tablets, os apps já se tornaram parte do kit de engenheiros, mestres, encarregados e operários de diversos setores da obra.

Entre os seus principais benefícios está a racionalização do uso de materiais. Um estudo da USP concluiu que o desperdício em uma obra pode chegar a 28%. Por isso, calcular com precisão o melhor material, sua quantidade e mão-de-obra a ser utilizada é o que alguns apps de maior sucesso fazem.

Pensando em levar economia ao setor elétrico de uma obra, as empresas curitibanas Engerey Montagem de Painéis Elétricos e Reymaster Materiais Elétricos, lançaram de maneira inédita o aplicativo Be-a-Bá da Elétrica. O novo app promete levar agilidade e fazer com que engenheiros e técnicos ganhem precisão em seus dimensionamentos e cálculos.

O Be-a-Bá da Elétrica é gratuito e traz conceitos, normas, diagramas e tabelas de equivalências e especificações, além de uma ferramenta para cálculos de barramentos, fios e cabos. “O profissional não precisa mais entrar nos sites dos fabricantes, acessar diversas normas para assim cruzar informações e efetuar seus cálculos. É possível encontrar tudo pronto no Be-a-Bá. Ele roda em modo off line, facilitando consultas e eventuais cálculos que o usuário precise fazer enquanto estiver trabalhando em obra distante e que não possua acesso a internet”, afirmou o idealizador e Engenheiro Eletricista Fábio Amaral.

Henrique Ramos, da Schneider Eletric, comentou que “um dos diferenciais do aplicativo é que sua configuração é intuitiva e faz com que especialistas encontrem respostas rapidamente”.

“O celular nos acompanha em todo lugar e com o app Be-a-Bá, levamos a campo um resumo de tudo o que vemos na Engenharia, sendo mais assertivos em nosso trabalho”, conta o gerente de projetos em elétrica Carlos Alberto Uzai Nishida.

O Be-a-Bá da Elétrica está disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play. Ainda será possível solicitar a sua versão impressa e recebê-la em casa gratuitamente pelo e-mail: beaba@engerey.com.br

Da Redação.

Fonte: Obra 24 horas

Operação Huno combate mercado clandestino de cigarros em Cerro Grande do Sul

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Estimativa de prejuízo causado à União em tributos não recolhidos supera 2,3 bilhões de reais

A rotina da cidade de Cerro Grande do Sul foi quebrada na manhã desta quarta-feira, 05 de novembro, com a movimentação de agentes de uma Força Tarefa da Polícia Federal, Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional que deflagraram a Operação Huno, de combate ao mercado clandestino de cigarros. Na cidade os policiais cumpriram ações na empresa Savanna Indústria e Comércio de Tabacos, Importacão e Exportacão LTDA e outros imóveis ligados ao empresário Antonio Zeferino Pacheco, sendo apreendidos diversos bens incluindo máquinas que seriam utilizadas na produção de cigarros, na fábrica que o empresário projetava implantar no município.

A ação ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará.  Mais de 200 policiais federais, 90 servidores da Receita Federal e 4 procuradores da Fazenda Nacional cumprem 7 mandados de prisão, 7 de condução coercitiva e 50 de busca, além da determinação judicial do sequestro/arresto de 59 imóveis, 47 veículos e contas bancárias, patrimônio que totaliza aproximadamente 80 milhões de reais.

As investigações, inseridas na *Operação Sentinela, iniciaram em setembro de 2014, tendo o contrabando como foco. No curso dos trabalhos desvendou-se esquema muito maior, responsável pela prática de outras infrações penais e tributárias. Os ilícitos abrangem associação criminal, receptação, falsificação de documentos, sonegação fiscal, exportação irregular de fumo, contrabando de cigarros, adulteração de produtos entregues a consumo e pirataria de marcas registradas. O esforço de cooperação decorreu da necessidade de unir as competências das diversas instituições para fazer frente ao poderio e sofisticação da organização criminal.

Os investigados utilizavam empresas de fachada e laranjas para desviar tabaco da cadeia econômico-tributária. Parte desse fumo era fornecido para fábricas no Paraguai através de exportação irregular e retornava ao Brasil como cigarro industrializado contrabandeado. O restante seguia para fábricas clandestinas de cigarros localizadas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que, ironicamente, falsificavam marcas paraguaias para distribuição no mercado nacional. O pagamento pelo fumo processado era realizado com o produto contrabandeado ou pirateado e em automóveis de luxo, máquinas urbanas (retro-escavadeiras e moto-niveladoras) ou agrícolas (colheitadeiras e tratores). A organização criminal ainda se encarregava de revender os cigarros e os veículos na região ou mesmo fora do estado.

Além de depreciarem a capacidade produtiva da indústria nacional e promoverem concorrência desleal com os empresários que atuam de maneira regular, os criminosos impactaram a economia da região em valores impressionantes. Ao todo, estima-se em R$ 2,1 bilhões o total de dívidas dos investigados com a União, além de uma expectativa de novos lançamentos no valor de R$ 217 milhões em decorrência dos fatos gerados durante a apuração.

Em face das investigações, a PFN ajuizou, perante a 1ª Vara Federal de Santa Cruz do Sul, três Medidas Cautelares Fiscais contra 19 pessoas jurídicas e 17 pessoas físicas. Paralelamente, a PF representou por diversas medidas penais, incluindo prisões e buscas para apreensão de documentos, computadores, fumo desviado, máquinas industriais empregadas na produção clandestina, arrecadação de dinheiro, cheques, ouro e pedras preciosas.

O esforço de trabalho foi batizado de “Huno” como metáfora relacionada com as atividades da organização criminosa – em virtude do registro histórico da confederação eurasiática de nômades hunos, que ocuparam ampla vastidão territorial através de alianças e assolaram o Império Romano com saques e pilhagens. De outro lado, o nome da operação tem a mesma fonética de “Uno”, em alusão à integração dos servidores de três diferentes instituições em um objetivo persecutório único: desarticular o esquema criminal, lançando tributos e garantindo a execução fiscal.

*A Operação Sentinela é uma intensificação do controle, fiscalização e inteligência policial na faixa de fronteira do Brasil com países vizinhos e tem por objetivo a prevenção e repressão de crimes transnacionais, como contrabando, descaminho, tráfico internacional de drogas, armas e munições.

Fonte: Comunicação Social Polícia Federal em Santa Cruz do Sul

 

PL prevê o uso de resíduos recicláveis da construção civil em novas obras

Evitar que os restos da construção civil sejam jogados nas margens dos rios também é outro objetivo

Com o objetivo de estimular e implantar a política de reciclagem de entulhos na construção civil no Piauí, o deputado Rubem Martim (PSB) apresentou o Projeto de Lei nº 107, de 24 de setembro. Com o projeto o deputado defende que os resíduos recicláveis da construção civil sejam usados para novas construções através de ações como a criação de uma central de recebimento dos resíduos e de incentivos para as empresas que o fizerem. Evitar que os restos da construção civil sejam jogados nas margens dos rios também é outro objetivo do projeto de lei.

No Brasil o reaproveitamento do entulho fica restrito a utilização do material para aterro, mas em estados como o Paraná uma política parecida quando foi implantada a central de moagem de resíduos em 1994. Se aprovada, a Lei visa incentivar o desenvolvimento de projetos na área de reciclagem do material da construção civil, inclusive com a criação de cooperativas populares e indústrias que possam processar os entulhos da construção civil a serem reutilizados também é um dos incentivos do projeto.

Hoje, segundo o parlamentar, “a quantidade de entulho da construção civil demonstra um desperdício irracional de material”. Rubem Martins defende que o Estado concedabenefícios de isenção, a título de incentivo fiscal, na forma de desoneração, através da celebração de convênios com órgãos e entidades das administrações federal, estadual e municipal na área de reciclagem sustentável, além de subsídios.

Atualmente o custo social é muito grande, segundo o parlamentar, e as consequências são desagradáveis na qualidade de vida em razão da falta de políticas públicas de reciclagem do lixo da construção civil. Isso contribui para as enchentes e o fluxo normal das águas dos rios. A política estadual de reciclagem de entulho “é de grande importância no Piauí porque permitirá o maior controle dos problemas ambientais causados pela geração de resíduos no setor da construção civil”, afirma o deputado.

Fonte: 180graus

25 de outubro, Dia da Construção Civil