Curitiba testa sistema construtivo, inédito no país, para habitações de interesse social
Publicado em 13 de novembro de 2014 por grau
Usabilidade de casas construídas com painéis de fibra em vidro, resinas epóxicas e polisocianurato serão avaliadas por empresa que detém a patente da tecnologia

O sistema construtivo Inovatec System, inédito no Brasil, está sendo testado em Curitiba para construção de casas populares. A empresa IT Sistemas Construtivos doou para a administração municipal quatro residências, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), para avaliar o método que usa como estrutura uma combinação de painéis de fibras de vidro, resinas epóxicas e poliisocianurato, esta uma espuma isolante, confeccionados na indústria e levados para montagem no canteiro de obras. A tecnologia permite que uma edificação seja construída em 48 horas.
Nesse método construtivo, a única estrutura que se assemelha ao método convencional é a fundação radier, laje de concreto armado sobre a qual são instaladas as placas de compõem a madeira. Canaletas de vidro e resina são colocadas na fundação e nelas são encaixados os painéis que formam as paredes da casa. A fixação de painéis é feita com cola especial, de grande resistência, que já vêm com as instalações elétrica e hidráulica. A tecnologia tem um exclusivo sistema de soldagem química a frio.
A agilidade do processo construtivo, a limpeza do canteiro de obras e a economia de recursos são os principais benefícios desse sistema construtivo. Enquanto no modelo de alvenaria convencional a perda de materiais é em torno de 30%, nesse modelo ele varia entre 2% e 3% do total. As habitações implantadas por meio do sistema são projetadas para resistir às diversas catástrofes naturais, suportando ventos de até 250 km/h.
As famílias beneficiadas com as casas na capital paranaense não pagarão pela construção, apenas pelo terreno. A empresa, detentora da patente da tecnologia, vai realizar avaliações periódicas sobre as condições de uso das casas junto aos moradores, que faziam parte do cadastro emergencial do serviço social da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). O cadastro contempla famílias em situação de risco físico ou social, com atendimento prioritário.
Fonte: PiniWeb
Desaquecimento da construção aumenta em setembro, diz CNI
Publicado em 6 de novembro de 2014 por grau

Brasília – O desaquecimento da indústria da construção civil se ampliou em setembro, de acordo com sondagem divulgada nesta segunda-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos indicam retração, a atividade no setor no mês passado registrou 42,3 pontos.
O desempenho foi ainda pior que o obtido em agosto, quando o índice ficou em 43 pontos.
Com o uso da capacidade instalada do setor estável em 67% no mês, também ampliou-se o ritmo de demissões na indústria da construção.
Novamente na escala na qual 50 pontos significa a manutenção das vagas de trabalho no setor, o indicador ficou em 43,1 pontos em setembro.
Isso significa uma queda no emprego mais intensa do que a verificada em agosto, quando índice registrava 43,5 pontos.
O resultado do mês passado mostra que o nível de atividade na indústria da construção continua se afastando do usual para o período do ano.
Se, em agosto, essa diferença equivalia a um indicador de 41,4 pontos, em setembro o índice ficou ainda pior, com 38,8 pontos, muito distante da linha divisória dos 50 pontos que indicaria estabilidade.
De acordo com a sondagem, a margem de lucro operacional das empresas do setor também ficou menos satisfatória em setembro, bem como a situação financeira das firmas.
Para piorar o cenário, os empresários continuam reclamando do acesso ao crédito em um ambiente de aumento acelerado dos preços das matérias-primas.
Expectativas
Diante dos resultados adversos que persistiram em setembro, todas as expectativas medidas pela CNI para o setor ficaram mais pessimistas em outubro.
A estimativa quanto ao nível de atividade para os próximos meses, por exemplo, piorou de 48,4 pontos para 47,3 pontos, indicando que o empresariado continua esperando uma retração do setor no período à frente.
Da mesma forma, a expectativa quanto a novos empreendimentos piorou, de 48,5 pontos para 47,4 pontos, o que reflete também nas estimativas para compras de insumos, que caíram de 47,5 pontos para 46,5 pontos em outubro.
Com a disseminação do pessimismo no setor, a probabilidade de continuidade nas demissões também aumentou, já que o índice expectativa de emprego também ficou pior, de 47,7 pontos para 46,8 pontos.
Fonte: Exame
Mecanização depende não só de investimento em equipamentos, mas de projeto logístico e racionalização do canteiro
Publicado em 30 de outubro de 2014 por grau
O uso de equipamentos de movimentação na construção civil (sobretudo gruas, elevadores de cremalheira e plataformas de trabalho aéreo) aumentou significativamente nos últimos dez anos. Porém, de acordo com especialistas, esse dado não reflete uma maior industrialização do setor. A maior parte das máquinas existentes no mercado ainda opera nos canteiros das grandes construtoras e incorporadoras, em geral, empresas que já utilizam diversas ferramentas de gestão, projeto e processos construtivos visando a racionalizar suas obras e já compreendem as vantagens financeiras e econômicas do uso desses equipamentos. Para aumentar a produtividade, essa é uma importante barreira a ser superada.
‘As pequenas e médias construtoras, na sua grande maioria, ainda não fazem uso desses equipamentos. Há muito empirismo, muita repetição de modelos, sem preocupação alguma com produtividade’, explica Nilton Nazar, professor do Instituto Mauá de Tecnologia. Para o engenheiro, há uma distinção clara entre os segmentos de obras residencial e industrial no tocante ao planejamento de canteiro. ‘Nos setores industrial e comercial, o uso de peças pré-moldadas, que condicionam o emprego de máquinas de movimentação, é comum, enquanto as edificações residenciais ainda são construídas de modo artesanal’, lembra.
Fonte: Construção Mercado